02 Novembro – Finados

Hoje é dia de Finados.

Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de ClunySanto Odilon, em 998pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12;  1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

 

O Dia de Finados para a Fé Protestante

Os Protestantes em geral, afirmam que a doutrina da Igreja Católica, que recomenda a oração pelos falecidos, é desprovida de fundamento bíblico. Segundo eles, a única referência a este tipo de prática estaria em II Macabeus 12,43-46. Porém os protestantes não reconhecem a canonicidade deste livro, por tanto não cultuam esse dia.

Finados em Artur Nogueira.

FINADOS: Cemitério espera receber 15 mil pessoas

 

Visitação de Finados acontece das 7h às 17h em Artur Nogueira

 


 

História

A primeira pessoa a ser sepultada no Cemitério Municipal de Artur Nogueira, segundo o livro de cadastros, foi Francisca Bueno de Jesus, de 72 anos de idade, no dia 19 de julho de 1919, há 92 anos.

De lá para cá, a administração do Cemitério acredita que mais de 12 mil sepultamentos foram realizados no local.

Dia de Finados

A missa em homenagem às famílias e à memória dos finados acontece hoje, quarta-feira, 2, a partir das 8 horas, na capela do Cemitério Municipal de Artur Nogueira.

A limpeza dos túmulos foi permitida até ontem, terça-feira, para que hoje o dia seja apenas para homenagem e lembrança aos falecidos.

Devido às chuvas, é recomendado que os visitantes tomem cuidado com vasilhames que possam acumular água. “Orientamos que as pessoas furem os vasos das plantas para que não haja proliferação do mosquito da dengue”, afirma Darci Ferreira, responsável pela administração do Cemitério de Artur Nogueira.

A data

O dia dos mortos na prática da Igreja Católica surgiu como um tipo de ligação suplementar entre os vivos e os mortos. Desde o século I, os cristãos já visitavam os mortos em seus túmulos para rezar pelos que haviam morrido como mártir. Por isso, a tradição religiosa datou o dia 1º de Novembro como Dia de Todos os Santos, aqueles que morreram em estado de graça, com seus pecados perdoados, e o dia seguinte, dois de novembro, ficou datado como o dia em que se fariam súplicas àqueles que precisariam de ajuda para serem aceitos no céu.

Conheça a história do ‘menino das chupetas’ do Cemitério

 

Sepultura de Wanderley Sia acumula mais de cinquenta chupetas todas as semanas

 


 

Alex Bússulo

Quem entra pelo portão principal do Cemitério Municipal de Artur Nogueira encontra um dos túmulos mais visitados pelos nogueirenses.

Depois de conhecermos a história de Nhá Fermina, que segundo relatos viveu 140 anos e faz milagres a todos que a procuram, encontramos outro túmulo que também chama a atenção de quem passa pelo local.

Em cima da sepultura de um garoto existe uma cesta cheia de chupetas. Toda semana várias pessoas vão até o local, depositam mamadeiras e chupetas de crianças que tem dificuldades em largar o objeto.

Segundo a crença, quem pede ao menino que os filhos deixem de chupar a chupeta tem o pedido atendido.

Verdade ou não, fomos conhecer a história.

O garoto se chamava Wanderley Sia. Nascido em 1954, morava com os pais, Josefa e Pedro, na avenida Dr. Fernando Arens, quase de frente para a igreja Matriz Nossa Senhora das Dores.

Wanderlei era um menino esperto, inteligente, querido por todos, mas que não conseguia deixar de chupar chupeta. Com nove anos, o menino não desgrudava do objeto. Mania que mais tarde tiraria sua vida.

Em janeiro de 1963, o garoto, junto com a família, viaja para a praia de Santos para curtir as férias.

Como sempre, Wanderlei não largava em nenhum momento da chupeta, para onde o menino ia, lá estava grudado com o objeto.

No dia 11 de janeiro, o garoto saiu para passear a pé com os pais e sem querer acabou perdendo sua chupeta.

Sem conseguir encontrar o objeto, sua mãe tenta acalmá-lo dizendo que compraria outra quando encontrasse uma farmácia.

Na angústia de querer encontrar uma nova chupeta, o garoto avista uma padaria do outro da rua, larga as mãos da mãe e entra no meio da avenida. Em um momento trágico, um táxi vem em alta velocidade e atropela o garoto.

Wanderlei morreu no local, aos nove anos de idade. Embora tenha sido jogado do outro lado pelo veículo, o garoto não derrubou nenhuma gota de sangue.

Por fim, aquilo que dava tanto prazer para o menino, acabou tirando sua vida.

Hoje, 48 anos após sua morte, o garoto é tido por muitos nogueirenses como um anjo.

Todas as semanas, cerca de cinquenta chupetas e mamadeiras são deixadas em seu túmulo, como oferendas. Muitos acreditam que quando uma criança não consegue deixar de chupar chupeta ou mamar mamadeira basta pegar o objeto da criança e deixar na sepultura de Wanderlei, que ele se encarrega de atender ao pedido.

Lenda ou milagre, fato é que o garoto mesmo após tantos anos de sua morte ainda permanece vivo naqueles que acreditam em seus feitos.

Qual é o túmulo mais famoso do cemitério de Artur Nogueira?

 

Conheça a incrível história de Nhá Fermina, a mulher que viveu 140 anos e que muitos consideram santa

 


 

Alex Bússulo

A história a seguir pode parecer estranha. Os dados relatados são incertos, mas poderiam até se transformar em um filme.

Há aproximadamente cem anos, um homem chamado José Francisco Paes comprou uma propriedade de 40 alqueires, próximo ao bairro Muniz, entre as cidades de Artur Nogueira e Limeira.

As terras não passavam de uma invernada, uma espécie de pasto com árvores. No lugar havia um rio que cortava a propriedade. É nesse ponto do sítio que a nossa história começa.

Ao comprar as terras, o senhor Paes junto com a esposa, Maria Madalena Barbosa e seus filhos, se deparou com uma estranha surpresa: descobriu que uma senhora vivia no sítio há muito tempo.

Nhá Fermina, como ficou conhecida, era uma velha mulher negra, que fazia do sítio seu lar. O mais estranho é que ela não tinha uma casa, barraca ou qualquer outro tipo de abrigo, ela simplesmente morava no meio do mato.

Não plantava nada, muito menos comprava. Seu alimento era colhido na própria natureza quando sentia fome.

Comovido com a situação, o senhor Paes decidiu ajudar a senhora, construindo uma humilde casa para abrigá-la. A construção foi feita de pau-a-pique e sapê. Possuía apenas dois cômodos. Em um deles havia um fogão à lenha, que nunca foi aceso. Nhá tinha medo de fogo. Não gostava de nada que ela mesma não tivesse feito.

O proprietário do sítio cuidava da senhora misteriosa. Tanto que pedia para que seus filhos a visitassem pelo menos uma vez por semana, para ver se tudo estava bem.

A tarefa não era fácil, pois era preciso passar por toda a propriedade e depois se equilibrar sobre uma velha pinguela, uma pequena ponte sobre o rio, para chegar a casa de Nhá.

Todo domingo, os filhos e netos do proprietário levavam comida, sabão feito em casa e roupas. Mas tudo era em vão. Nhá não gostava de nada daquilo, nem usava nada. “Preocupávamos-nos com ela, mas ela gostava das coisas feitas por ela mesma” comenta a neta do senhor Paes, Luzia Maria Delgado, na época com nove anos, hoje com 76.

Nhá gostava da cor branca, usava em sua cabeça um lenço da mesma cor. Nunca cortava o cabelo, muito menos tomava banho.

Certa vez, fez um pequeno cercado de bambu dentro de sua casa, onde criava um galo. “Ela não dava milho para a ave, até mesmo porque não tinha, tratava o galo com frutas” comenta Luzia.

A neta ainda lembra que de tanto a ave bicar o bambu, acabou entortando o bico. Quando falavam para a velha senhora comer o galo, ela resmungava afirmando que não. Aliás, Nhá não comia nada que lhe oferecessem, estava acostumada a se virar sozinha.

Assim foi a vida da família Paes naquele lugar por um bom tempo.

Até que em um dia de visita, Luzia, acompanhada por sua mãe, encontrou Nhá deitada na cama muito mal. Desesperada, a pequena pegou o cavalo e foi buscar algo para dar à senhora.

Na volta trouxe caldo de feijão e conseguiu a tempo alimentar Nhá. Vinte minutos depois, Luzia e sua mãe, presenciaram a morte da velha misteriosa.

A própria família Paes comprou o terreno onde está sepultado o corpo de Nhá, no cemitério de Artur Nogueira.

Depois de mais de sessenta anos de sua morte, Nhá ainda continua presente na vida de muitos nogueirenses. Considerada por alguns como uma verdadeira santa, a velha possui o túmulo mais visitado do cemitério. “Precisava fazer uma cirurgia urgente, colocar uma prótese em meu braço. Foi quando passei pela sepultura de Nhá e notei que seu túmulo estava muito sujo e feio, arrumei e fiz uma promessa. Quando retornei ao médico, fui informado que estava curado” comenta o aposentado Renê de Mello Marcelino, que desde 2002 cuida do túmulo de Nhá.

A velha senhora atrai fieis de toda a região. Relatos de cura de câncer, pessoas que conseguiram empregos, são algumas das graças alcançadas.

Difícil conseguir entender como uma senhora conseguiu viver durante tanto tempo, segundo sua própria lápide, Nhá viveu 140 anos.

Fato é que ela ainda vive nas orações de muitas pessoas.

 Fotos: Gregory Pereira

BY: http://www.nogueirense.com / e / Wikipedia.

 

 

 

 

 

 

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